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| "Temos
trilhado o caminho certo" |
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Um dos melhores triatletas do país, principalmente
na distância meio ironman, o catarinense Igor
Amorelli destaca a importância do Projeto
Rio Maior.
“Até agora estou vivendo uma fase
de grande experiência e aprendizado, mas espero,
e acredito, que em breve este projeto também
signifique grandes resultados”, destacou.
Na sua avaliação nesta primeira temporada
o projeto tem trilhado o caminho certo, com vários
objetivos alcançados. Sempre reservado, Igor
destaca que a vida em Rio Maior é ideal pra
quem quer focar no treinamento.
“Vivemos no centro onde temos todas as refeições.
A piscina, pista de atletismo, academia, fisioterapia
estão a menos de 200 metros, boas estradas
para pedalar e trilhas para correr também
muito perto . Então esta tem sido a nossa
vida”.
Igor tem sofrido com algumas lesões, mas
aposta em dias melhores.
“É a minha fase mais difícil
desde que comecei no triathlon. Mas vou superá-la”,
disse.
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| “Temos
exatos cinco anos e o grupo está bem forte” |
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“Vejo o Projeto Rio Maior 2016 como elemento
fundamental para chegar em 2016 com grandes chances
de medalha para o triathlon. Acreditando nisso espero
estar brigando por essa medalha. Temos exatos cinco
anos e esse grupo está bem forte, isso ajuda
muito no dia a dia dos treinos”.
A declaração é de Rafael Fonseca,
de Brasília, um dos mais talentosos atletas
da nova geração, que não esconde
a confiança no pleno êxito do Projeto
Rio Maior 2016, desenvolvido pela CBTri visando
a principalmente a Olimpíada do Rio de Janeiro.
Fonseca confessa que não foi fácil
a adaptação há nove meses,
quando passou a residir em Portugal. “É
uma nova metodologia de treino, existe o fator variedade
da altimetria, no qual o corpo necessita de um certo
tempo para se adaptar. Além do que no inicio
tínhamos dificuldades da parte social”,
recordou.
Mas o atleta resistiu e agora se mostra cada vez
mais motivado. “Estou trabalhando no que mais
amo: isso é o primeiro passo para o sucesso
profissional. E o projeto a cada dia evolui mais.
E isso avalio como elemento motivador, fazendo com
que a cada dia consigamos crescer como profissionais,
ampliando as possibilidades de o Rio Maior ter 100%
de êxito”, destacou.
Nome: Rafael Fonseca
Altura: 1.75 metro
Peso: 64 quilos
Data de Nascimento: 17/03/1986
Onde Nasceu: DF
Principais títulos: Vice-campeão
brasileiro de triathlon olímpico 2010, campeão
brasileiro sprint triathlon de 2010, terceiro lugar
no Pan-Americano Sprint 2010, campeão brasileiro
de aquathlon 2009, terceiro lugar no Sul-Americano
de triathlon sprint sub-23 2009 e vice-campeão
brasileiro de triathlon sprint 2009.
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| “Uma
porta aberta para explorar possibilidades e sonhos” |
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Vivendo momentos importantes na chamada “Corrida
Olímpica”, a capixaba Pâmella
Oliveira destaca que a sua participação
no projeto Rio Maior 2016 tem sido “uma oportunidade
única. Uma porta aberta para explorar todas
as suas possibilidades e sonhos”.
Pâmella adianta que está muito confiante
no trabalho que tem sido desenvolvido. “Continuo
achando que fiz a escolha certa. Não me arrependo
nem um pouco. Qualquer carreira que se siga é
preciso muita determinação e perseverança
pra se chegar onde quer”, completou a atleta.
Adaptação não é mais
problema para a atleta que tem a cidade de Rio Maior
atualmente como sua “base”. “Estou
a ir e vir pra todo lado, mas sempre volto pra lá.
Já me acostumei com o ritmo de vida e gosto
de estar lá para treinar”, destacou.
Nome: Pâmella Nascimento
de Oliveira
Altura: 1,65 metros
Peso: 62 quilos
Data de Nascimento: 06/10/87
Onde Nasceu: Vila Velha
Principais títulos: Campeã
brasileira de aquathlon 2008; bicampeã da
Copa Brasil de Triathlon 2008 e 2009; tricampeã
do Campeonato Pan-Americano Sprint, campeã
brasileira sub-23, campeã sul-americana de
triathlon olímpico.
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| “Aqui
tudo gira em torno de fazer o melhor para os atletas” |
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A mais nova do grupo que atualmente integra o Rio
Maior 2016, Estéfanie Bender destaca a organização
do projeto desenvolvido pela CBTri visando a Olimpíada
do Rio. “Está muito bem estruturado.
Aqui tudo gira em torno de fazer o melhor para os
atletas, para que estes consigam dar o seu melhor
e colher os frutos do trabalho que aqui está
sendo feito”, comentou.
A rotina, segundo a atleta, é árdua,
mas recompensadora. “Aqui não temos
muito tempo para pensar, é treinar, comer,
descansar e, às vezes, ter algum lazer aos
finais de semana, mas é isso que um atleta
que sonha chegar a uma Olimpíada precisa:
ter foco e dedicação e tirar o máximo
de proveito dos ensinamentos que estão sendo
passados aqui”, destacou.
Estéfanie considera acertada a sua escolha
de se inscrever para participar do Projeto, que
completa nove meses. ”Não me arrependo
em nenhum momento de investir na carreira profissional
no triathlon, pois essa foi uma escolha que eu fiz
e nesses nove meses aprendi muito, tanto em coisas
relacionas aos treinos e competições
como em coisas relacionadas à minha vida
em si”, afirmou.
O que representa o Rio Maior para a atleta? Ela
responde sem qualquer dúvida: Mudança
e muito aprendizado. “Mudar de país,
de hábitos, de rotina, foi complicado no
começo. Ficar longe da família também
foi outro fator difícil de lidar, mas com
o passar dos meses tudo foi se encaixando e agora
estou totalmente adaptada ao novo ambiente”,
revelou.
Nome: Estéfanie de Almeida
Bender
Altura: 1,62metros
Peso: 54kg
Data de Nascimento: 12/08/1989
Onde Nasceu: Pelotas (RS)
Principais títulos: Vice-campeã
sub-23 da Copa Brasil de triathlon (2010), vice-campeã
sub-23 ITU Pan American Cup – Lima, Peru (2011),
campeã sub-23 Panamericano de sprint triathlon,
Vila Velha (2011)
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| “O
sonho olímpico está cada vez mais alcançável”
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“Estamos no lugar certo e na
hora certa para sermos campeões olímpicos
em 2016. Para isso basta o esforço diário
de cada integrante dessa equipe que se encontra aqui
em Portugal”, a afirmação é
de Paulo Roberto Maciel Júnior, de Brasília,
um dos mais promissores talentos do triathlon nacional
e que integra o Projeto Rio Maior 2016.
Paulo explica com facilidade o otimismo. “Esse
projeto hoje é um dos mais ambiciosos no
cenário do triathlon mundial. A estrutura
de treinamento que se encontra aqui é de
excelente nível. Estou me adaptando ainda.
Ficar longe de casa está sendo o ponto mais
difícil, mais creio que mais algum tempo
isso não vai ser mais um grande obstáculo”,
destacou.
“Estou a treinar muito bem aqui, tenho aprendido
muitas coisas. Não só relacionadas
ao triathlon, mas a vida como um todo”, confessou
com certo sotaque lusitano.
Segundo Paulo integrar o Projeto significa, primeiramente,
realizar um sonho antigo, que era treinar fora do
país com excelente estrutura e equipe técnica
de alto padrão. “É uma oportunidade
de treinar como os melhores do mundo treinam. E
saber que agora o sonho olímpico está
cada vez mais alcançável”, completou.
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| Bruno:
“Grandes resultados virão no Projeto Rio
Maior após a adaptação”
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O santista Bruno Matheus, um dos brasileiros
que estão de corpo e alma na chamada “Corrida
Olímpica” para Londres 2012, destaca
que está tendo incontáveis benefícios
em sua carreira e vida particular integrando o Projeto
Rio Maior, desenvolvido pela CBTri em Portugal.
“Aprendizado
foi o que mais ganhei aqui. Aprendi muita coisa em
relação a tudo. Morar fora do país,
conhecer outra cultura, treinamento com atletas fortíssimos
do Circuito Mundial, os muitos conhecimentos do Sérgio
Santos sobre triathlon e tantas outras coisas”,
destacou.
Segundo
Bruno esta primeira temporada está sendo, sobretudo,
de adaptação. “Tivemos grandes
mudanças em relação a treinamento
e a moradia. Tudo leva um tempo para entrar na linha
e aqui não foi diferente. E tenho certeza que
os grandes resultados virão após esta
adaptação”, previu.
O
momento é de realização, conforme
o atleta. “Estou num momento que sempre pensei
poder estar e que muitos atletas profissionais sonham
em ter. Estou vivendo do esporte. Treinando num dos
melhores centros de treinamentos da Europa e ainda
viajando para as provas do Circuito Mundial, atrás
do sonho olímpico”, afirmou.
Para
Bruno a “grande decisão” que tomou
em sua carreira profissional foi a mudança
da natação de piscina para o triathlon
aos 15 anos. “Sempre levei muito a sério
o esporte e a mudança para o profissional foi
uma consequência de resultados”, comentou.
“
Quando deixei as categorias de base e comecei a correr
no profissional, foi a fase de parar de investir dos
meus pais e o começo de um retorno financeiro
ou posso dizer a independência financeira, devido
a premiação de provas e aos patrocinadores”,
recordou a fera.
“Queria
agradecer ao ESPORTE CLUBE PINHEIROS, que mesmo de
longe continua apoiando as minhas decisões
e minha escolha. Também a COMISSÃO DE
DESPORTO DO EXÉRCITO, a FLETS que sempre me
mantém bem equipado com suas ótimas
roupas, a BIKE SHOP por sempre me recepcionar em Santos
de braços abertos e a CBTri por acreditar no
meu potencial”, conluiu.
Nome:
Bruno Pereira Matheus
Altura: 1,81metros
Peso: 70kg
Data de Nascimento: 15/05/1986
Onde Nasceu: Santos (SP)
Principais títulos: Campeão
brasileiro de triathlon júnior 2005, 7º
colocado no Campeonato Mundial de Triathlon Júnior
2005, medalha de prata nos Jogos Sul-Americanos 2006,
duas vezes medalha de prata no Campeonato Pan-Americano
de Triathlon sub-23 (2005 e 2009), tri-campeão
brasileiro de triathlon sub-23 (2005, 2007 e 2008)
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| Marcus
Fernandes: “Estou aprendendo muito em Rio Maior” |
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Paulista
de Avaré, Marcus Vinícius Fernandes garante
que fez a aposta correta quando decidiu integrar o Projeto
Rio Maior 2016, desenvolvido pela CBTri em Portugal,
visando principalmente a Olimpíada de 2016 no
Rio de Janeiro.
“Não me arrependo nem um pouco de ser atleta
profissional e também de ter vindo treinar em
um país diferente com métodos também
diferentes. Pois aprendi muito nesses últimos
oito meses e sei que todos os meus dias de treinos difíceis
aqui vão ter muito fruto no futuro”, afirmou.
Conforme Marcus, o projeto está muito bem estruturado
e organizado de forma totalmente profissional. “Agora,
por exemplo, estamos trabalhando com uma equipe de nutricionistas,
que vai nos ajudar muito, antes, durante e depois dos
treinos e competições. E nem preciso citar
a estrutura de técnicos e dirigentes que é
formidável”, elogiou.
“E avaliando um pouco meu ano: foi muito corrido,
ainda não estou acostumado com tantas viagens
e competições em vários países
diferentes,
mas isso são detalhes que estou aprendendo muito
rápido e sei que no próximo ano vou estar
muito mais forte e confiante”, previu o atleta
que conta com patrocinadores: Endurox R4, Asics, Woom,
CDE e CBTri.
Nome: Marcus Vinícius Fernandes
Altura: 1,76 metros
Peso: 66 quilos
Data de Nascimento: 05/12/1986
Onde Nasceu: Avaré (SP)
Principais títulos: Campeão
do Troféu Brasil, campeão brasileiro das
duas etapas (MG e RIO) na sub 23, campeão pan-americano
de triathlon sub 23 |
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| Sérgio
Santos: “Faço uma avaliação
muito positiva destes oito meses” |
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O técnico português, Sérgio Santos
considera bastante positivos os oito meses do Projeto
Rio Maior 2016, desenvolvido pela CBTri em Portugal
visando principalmente a Olimpíada Rio 2016.
Segundo ele, a adaptação dos atletas
brasileiros aos métodos de trabalho da equipe
de um dos mais conceituados centros de treinamentos
do mundo foi excelente e os frutos já começam
a ser colhidos. Sérgio destaca que os anos
de 2012 e 2013 serão de consolidação.
E já em 2014, mais precisamente em junho, três
ou quatro atletas estarão muito bem preparados
para iniciar a qualificação olímpica
para Rio 2016. Considerado um dos melhores técnicos
de triathlon do mundo, Sérgio Santos nos concede
a entrevista abaixo na qual, de peito aberto, nos
brinda com sua habitual sinceridade e transparência.
Confira.
Como
o senhor avalia o Projeto Rio Maior 2016 até
aqui?
Depois de oito meses faço uma avaliação
muito positiva. O primeiro ano foi claramente definido
para a criação de todas as bases e para
implementação das rotinas de trabalho,
tal como da colocação de todas as estruturas
a funcionar plenamente. Pela juventude de maior parte
dos triatletas selecionados, o maior investimento
foi para já efetuado no segmento da natação
e os resultados têm sido animadores pois já
conseguimos atingir níveis satisfatórios
tanto em treino como em competição.
O período de adaptação já
terá sido ultrapassado. Todos já estão
familiarizados com as rotinas de trabalho e já
conseguem tirar o melhor partido de todas as valências
postas à sua disposição aqui
no centro de treino. Os anos de 2012 e 2013 vão
ser da consolidação em que já
conheço bem os atletas e suas necessidades.
Vamos trabalhar muito e bem no sentido de estarmos
prontos a discutir a qualificação olímpica
para o Rio já a partir de 2014. Tenho a certeza
que em Junho de 2014, dentro de três anos, quando
começar a qualificação para o
Rio de Janeiro 2016, três ou quatro destes atletas
vão estar muito bem.
Como tem sido a convivência com os atletas brasileiros?
Tem sido muito boa. São jovens bem
formados e muito trabalhadores. Todos os dias mantemos
contato nos treinos e fora dos mesmos. A adaptação
a uma pequena cidade como Rio Maior pode não
ser fácil para quem sempre viveu em grandes
cidades como algumas do Brasil. Temos tido sempre
uma conversa franca e aberta. Estamos todos conscientes
que o treino, alimentação e recuperação
são as prioridades. Os atletas de alto rendimento,
pelo menos das modalidades individuais ligadas à
endurance e, portanto, a volumes de trabalho muito
elevados, têm um perfil especial. Eles sabem
que não é compatível ter-se uma
rotina de vida em tudo igual a quem não treina
diariamente da forma como eles o fazem. A minha personalidade
e forma de estar no desporto é muito focada
nos aspectos relacionados com o treino e competição
e eles sabem que me podem procurar a mim ou a qualquer
pessoa do centro, a qualquer momento para ajudar a
resolver algum problema que surja.
Pelo o que o senhor tem observado, até
onde eles podem chegar?Podem chegar ao mais
alto nível, mas os próximos dois anos
vão ser decisivos. A base de trabalho necessária
é ainda enorme. Só no próximo
ano iniciaremos volumes de trabalho realmente elevados
e como isso vão com certeza voltar a subir
os seus níveis de prestação.
A elite mundial do triatlo é neste momento
constituída por atleta que combinam muito talento,
muita motivação e muito treino. O talento
existe em qualquer um dos jovens que foi selecionado
para o Projeto, nós temos de trabalhar em cada
dia para que a sua motivação seja a
mais alta e o treino o mais adequado.
O
que esperar deste final de temporada?
O
grupo vai estar claramente focado em dois objetivos
diferentes. Temos dois atletas que vão ter
como prioridade o Panamericano e a qualificação
para Londres 2012 (Pâmella Oliveira e Bruno
Matheus) e os restantes que vão continuar o
seu processo de formação e competições
para ganhar experiência. Independentemente dos
objetivos competitivos de cada um, o grande objetivo
é conseguirmos ganhar consistência no
treino. Tenho uma forma de trabalhar que aposta muito
no trabalho contínuo nesta fase, sem volumes
muito elevados, mas também sem muito descanso.
O treino tem de fazer parte da rotina diária
e temos de conseguir recuperar dos dias mais duros
mantendo o treino, inevitavelmente mais leve. Raros
são os dias de descanso total pois entendo
que a recuperação pode ser feita a treinar
mesmo que seja de forma leve.
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