Triathlon Paralímpico

Triathlon Paralímpico

A acessibilidade, capacidade de competir e o grande exemplo de superação fez com que o Triathlon Paralímpico aparecesse como opção para atletas com os mais variados tipos de deficiência. Trata-se de um esporte moderno, emocionante e dinâmico, que busca incansavelmente a igualdade de participação em todos os nossos eventos.

Desde 1995, a ITU organiza campeonatos mundiais anualmente e o número de competidores aumenta em ritmo acelerado, inclusive no Brasil que há quase 20 anos tem paratriatletas representando o país em competições internacionais de alto nível.

A distância padrão utilizada é a Sprint – de 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida. Em 11 de dezembro de 2010, o IPC anunciou que o Paratriathlon foi oficialmente aceito para integrar o programa oficial da competição e a modalidade fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos doRio de Janeiro em 2016.

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL

A União Internacional de Triathlon – ITU adota 6 categorias em seus sistema de classificação funcional:

ptwc: usuário de cadeira de rodas

Existem duas sub-classes, PTWC1 (mais comprometidos) e PTWC2 (menos comprometidos). Esse comprometimento pode ser uma consequência de carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia ou atetose, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão na medula espinhal, amputados acima do joelho ou pessoas com paralisia cerebral grave. Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 640,0 pontos na avaliação de classificação.
Após a natação, os atletas devem utilizar uma handcycle para o percurso do ciclismo e uma cadeira de rodas de corrida para concluir a última etapa.

pts2: deficiências graves

Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e pessoas com paralisia cerebral severa. Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 909,9 pontos na avaliação de classificação.

Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.

pts3: deficiências signativas

Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, pessoas com lesão do plexo braquial, amputados acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral leve. Se enquadram nessa categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 910,0 e 979,9 pontos na avaliação de classificação.

Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.

pts4: deficiências moderadas

Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo, amputados abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 980,0 e 1091,9 pontos na avaliação de classificação.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.

pts5: deficiências leves

Inclui atletas com deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outras condições. Podem fazer parte desse grupo, por exemplo amputados abaixo joelho, amputados abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve. Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 1092,0 e 1211,9 pontos na avaliação de classificação.

Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.

ptvi: deficiências visual total ou parcial

Existem três sub-classes: PTVI1, PTVI22 e PTVI3. Inclui atletas que são totalmente cegos, pessoas com nenhuma percepção de luz em qualquer olho, atletas com percepção de luz mínima (PTVI-B1) e atletas com visão parcial (B2, B3). Um guia é obrigatório durante toda a prova, sendo que nas etapa de natação e corrida a dupla é unida uma corda (não elástica) – amarrados pela cintura ou perna na água e segurando uma ponta cada um na corrida -, enquanto no percurso de ciclismo a dupla deve utilizar uma bicicleta tandem.